 |
 |
Lei tripudia da classe artística do Rio
Vivemos no Brasil e no mundo inteiro sob os efeitos de uma crise econômica que desestabiliza a estrutura social de muitos países e tem provocado desemprego em massa, atingindo indiscriminadamente todas as categorias profissionais. A classe artística também não está imune aos efeitos da recessão econômica. Uma das primeiras providências da população durante o aperto financeiro é o corte do entretenimento e da cultura considerados erroneamente de produtos supérfluos, como se fosse um vestido novo ou um perfume da moda, o que agrava mais ainda a situação.
Enquanto nos países mais ricos, seus governos deixam de lado teses capitalistas de estado mínimo de pouca intervenção na economia e injetam dinheiro público para salvar seguradoras, empresas de automóveis e grandes bancos, o governo do Estado do Rio de Janeiro tripudia de sua classe artística ao encaminhar ao legislativo o projeto de Lei 1975 da Secretaria Estadual de Cultura. A Lei prevê a criação de uma OS (Organização Social) que passaria a gerenciar todos os equipamentos sob seu comando, que, na prática, é uma porta aberta à privatização do setor.
A Secretaria de Cultura, além de não investir em cultura, procura agora se eximir de cumprir o papel do estado de apoiar as artes que, em última análise, tem de chegar à população mais carente que não tem acesso às atividades artísticas. A realidade que se avizinha com essa decisão é desemprego para milhares de funcionários públicos que, entra governo e sai governo, são agraciados com promessas de melhorias e respeito as suas funções para serem descartados logo em seguida.
O SATED-RJ, em nome da classe artística, deixa bem claro aos deputados estaduais: somos contra esse projeto. Sua aprovação vai atrasar mais ainda o processo de retorno do Rio de Janeiro ao cenário principal da cultura do Brasil. Em períodos de grande crise como o que atravessamos, é o estado, o governo eleito pelo povo é que tem que zelar por seus interesses e a responsabilidade de ampliar suas chances de sobreviver à crise por meio de mais educação e cultura.
NÃO AO PROJETO DE TERCEIRAZAÇÃO DA CULTURA DO RIO!
Diretoria do SATED-RJ
|
 |
 |