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Morreu o ator e diretor Sérgio Viotti
27/07/2009
Morreu neste domingo, aos 82 anos, o ator e diretor paulista Sérgio Viotti , um dos artistas mais importantes da cultura teatral brasileira. Viotti, além de ator e diretor, era dramaturgo, escritor , tradutor , adaptador, crítico e professor de teatro.
Sérgio Viotti estreou, ainda como ator amador, no teatro em 1949, na peça “L Apollom du marsac”, de Giraudoux. A partir daí não parou de colecionar elogios e prêmios que marcaram sua trajetória artística. Viotti viveu nove anos em Londres, onde trabalhou na rádio BBC. Por lá, gravou radionovelas, escreveu críticas de dança e ópera e dirigiu três monólogos. Ao retornar ao Brasil, estreou profissionalmente como ator em “O contato”, de Jack Gelber, papel que lhe valeu o prêmio da Associação Brasileira de Críticos Teatrais como ator revelação.
A atuação de Viotti em “Queridinho”, de Charles Dyer, em 1967, valeu-lhe o Prêmio Molière. Destacou-se ainda em “O amante”, de Harold Pinter, e “Baile de Máscaras”, de Mauro Rasi. Com “A volta ao lar”, de Pinter, ganhou o prêmio Shell de melhor ator.
Viotti participou de quatro filmes, mas acabou conhecido do grande público pelas suas atuações pela TV. Destacou-se em papéis como o galanteador Alceste de “Suave veneno” e o português Américo de “Anjo mau”. Atuou também na TV em o “Primo Basílio”, “Sinhá moça” e “Terra Nostra”.
Como escritor, Sérgio Viotti lançou os livros “A partida sempre”, de contos, “A cerimônia da inocência”, romance de formação, “E depois, no exílio”, “A fuga do escorpião”, finalista do prêmio Jabuti, e “Dulcina e o teatro de seu tempo”. Na dramaturgia, escreveu peças como “Humoresque”, “A noiva do vento”, “Lua cheia” e “Vamos brincar de amor em Cabo Frio”.
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