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Lei Federal de Incentivo à Cultura gera discussão na classe artistica
27/1/2009
A criação de um Grupo de Trabalho e do novo formulário para inscrição de
projetos na Lei Federal de Incentivo à Cultura têm gerado um debate acalorado da classe artística. Alguns setores entendem que a nova proposta é um avanço nas relações entre governo e produtores de cultura enquanto outra corrente avalia que é mais uma proposta burocrática para não enfrentar o problema.
Nesta matéria, o SATED-RJ registra a opinião a respeito do tema de vários dirigentes culturais ligados a órgãos governamentais. O espaço está aberto para que a classe ocupe esse espaço no site do Sindicato para ampliar a discussão.
O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura,
Roberto Nascimento, ressaltou que o interesse do CNPC em constituir um
GT para discutir a Lei Rouanet é extremamente bem-vindo. “Isso mostra
efetivamente o grau de compreensão que o Conselho tem com relação ao
impacto dessa discussão e das medidas que vão derivar dela.”
Para o secretário da Sefic/MinC, os Conselheiros do CNPC -
representantes dos diversos segmentos culturais e da sociedade civil -
poderão trazer os “olhares” diferenciados para essa mudança e
contribuirem para que, eventualmente, a proposta possa ser qualificada.
“Esse é o modelo da prática inclusiva e participativa que o MinC vem
desenvolvendo.”
O secretário de Cultura do Recife, João Roberto Peixe, citou que o CNPC
trabalha na formulação das políticas publicas com o Ministério da
Cultura, trazendo a participação da sociedade e também dos outros níveis
de governo - estadual e municipal - para que esse debate tenha uma
amplitude nacional. “A formação de um Grupo de Trabalho, o debate, a
contribuição e, também, o acompanhamento da posterior tramitação no
Congresso Nacional é fundamental, inclusive para que essa reformulação
tenha êxito e que reflita, ainda, os interesses dos diversos segmentos
culturais e dos diversos entes federais.”
A representante do Circo no Colegiado do MinC, Alice Silveira de Castro,
lembrou que o segmento circense sempre teve grande dificuldade em
relação à Lei Rouanet. “Por um lado, a itinerância já dificulta isso
porque não se consegue construir fortes laços com as empresas. Tem que
se pensar em outras estratégias como, por exemplo, o tipo de empresa
que tem o interesse de patrocinar um circo que está rodando fronteiras
estaduais.”
Alice mencionou que a proposta da reformulação da Lei abre caminhos
interessantes para o setor, com o desenvolvimento de novos programas e
formas de apoio às atividades circenses - lonas, circuitos de exibições,
projetos dentro dos circos. Com isso, talvez, desperte o interesse de
determinados patrocinadores, porque estariam apoiando o Circo e não
apenas um grupo ou companhia.
Formulário Eletrônico
O secretário Roberto Nascimento informou que, a partir de janeiro,
haverá um novo formulário para inscrição de projetos no Programa
Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). “Isso porque o formulário atual é
insuficiente para a captura de informações. Está defasado, precisa ser
qualificado e sofisticado para poder gerar relatórios gerenciais de
maior qualidade, que mostrem melhor o impacto do montante de Renúncia
Fiscal, disponibilizado anualmente para Cultura.”
Também divulgou que, a partir dessa mudança, haverá a possibilidade de
envio do formulário por meio eletrônico, via Internet. “Dessa maneira,
poderemos analisar as propostas de projetos e aqueles que tiverem alguma
inconsistência, alguma insuficiência de informação, devolveremos por
e-mail para a pessoa fazer a qualificação. Depois de resolvidas as
pendências, damos a aprovação, ele imprime a proposta finalizada e nos
encaminha devidamente assinado para constituir o projeto. Isso vai
reduzir o número de diligências que o projeto possa vir a ter ao longo
da tramitação porque ele já chega com uma pré-análise,” concluiu o
titular da Sefic/MinC.
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