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Em cartaz filme brasileiro a R$ 2,00 e R$ 4,00
04/11/2008
Ausente dos cinemas por causa do preço impeditivo dos ingressos, o brasileiro vai poder prestigiar o cinema brasileiro. O Projeto “Mês do Filme Nacional” da Agência Nacional do Cinema(Ancine) em parceria com a Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex ) e a Associação Brasileira de Exibidores de Cinema (Abracine) abre as portas das salas de exibição para longas-metragens nacionais a R$2 (meia) e R$4 (inteira). O projeto abrange 407 salas de todas as regiões do Brasil e inclui sucessos de público como “Última parada 174”, de Bruno Barreto, e “A casa da mãe Joana”, de Hugo Carvana”.
“O Mês do Filme Nacional”, que começou dia 3 de novembro e termina dia 27, sempre de segunda a quinta, inclui ainda estréias como “Orquestra dos meninos”, de Paulo Thiago, e “Ainda orangotangos”, de Gustavo Spolidoro. Na semana que vem, entre os dias 17 e 20, novos filmes entram no pacote, que deve contemplar lançamentos como “Romance”, de Guel Arraes. Na primeira semana da promoção, “A casa da mãe Joana” vendeu 26.502 ingressos, “A guerra dos Rocha”, 17.238, “Meu nome não é Johnny”, 11.533, “Era uma vez...”, 10.890, e “Ensaio sobre a cegueira”, 10.263.
Vale-cinema
A campanha da Ancine conta com um orçamento de R$ 2 milhões. Na parceira com os exibidores, os empresários reduzem o valor do ingresso para R$6, o público paga R$4 e a Ancine completa a diferença do custo, subsidiando a ida do público ao cinema. A política adotada procura equilibrar as finanças da produção do cinema nacional que tem visto o público minguar nos últimos anos. A proposta do governo é ampliar a presença do público para assistir filmes brasileiros, principalmente das classes C e D, de menor poder aquisitivo.
A iniciativa tem como finalidade também democratizar o acesso à produção brasileira e seria o embrião do vale-cinema voltado para trabalhadores com renda de um a cinco salários-mínimos. A idéia do vale-cinema defendida pelos produtores brasileiros seria viabilizada por incentivos fiscais da Lei do Audiovisual.
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