Artes integradas ficam com maior parte das verbas do MinC
10/06/2008

Patinho feio na divisão de recursos do Ministério da Cultura, as artes plásticas são o gênero que tem recebido menos dinheiro nos últimos 10 anos do MinC. Nas regiões Norte e Nordeste, em 2007, o investimento federal em artes plásticas foi nulo.

No topo da lista das preferências de dotação orçamentária do Ministério da Cultura estão audiovisual, patrimônio cultural e o que MinC chama de artes integradas, com programas como o Cultura Viva, dos Pontos de Cultura, e projeto abarcando mais de um gênero artístico.

Informações da execução orçamentária do MinC relativas a 2007, dão conta que dos R$823,9 milhões  gastos pelo ministério, R$ 4,8 milhões foram com a música, um dos gêneros artísticos que menos receberam verbas. As artes cênicas receberam R$15,8 milhões; a cultura afro-brasileira. R$16,7 milhões e literatura, R$28,8 milhões.  

No ranking das artes que ficaram com a maior parte dos investimentos destacam-se o audiovisual com R$67,5 milhões; patrimônio cultural, R$142,4 milhões e artes integradas(Ponto de Cultura, programas de intercâmbio cultural, projetos de extensão universitária ou que unem mais de um gênero cultural), que levaram  R$185,6 milhões.

Há dez anos, com pequenas variações, esses números têm seguido uma mesma tendência: artes integradas e audiovisual em primeiro, artes plásticas em último. Está na hora do governo analisar com mais cuidado os investimos em cultura, tendo como base um equilíbrio na divisão de recursos para que determinadas artes que vivem a mingua tenham condições de ocupara o universo cultural do país.