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A nova mãe
09/05/2008
Neste domingo, 11 de maio, comemora-se o Dia das Mães. Para muitos, uma data meramente comercial criada para incrementar as vendas dos lojistas. Por outro lado, a data é encarada como reconhecimento ao papel da mulher como centro da família e responsável pela formação das novas gerações.
Mas é exatamente esse papel de mãe que está em xeque. A sociedade, os valores morais e as famílias mudaram nos últimos 50 anos. A mãe dedicada exclusivamente ao lar, ao marido e aos filhos (uma média de 5 filhos por mulher entre os anos 50 e 80) está em extinção.
A nova mãe trabalha fora, divide o orçamento familiar com o companheiro, retarda a concepção até se estabelecer profissionalmente. Não é à toa que a taxa de fertilidade da mulher brasileira vem caindo e atingirá o patamar médio de dois filhos até 2030.
A família que essa mãe contemporânea está inserida envolve agora filhos de outros casamentos, ex-maridos, parentes de outros relacionamentos, que ampliaram o conceito de família nuclear de antigamente.
Essa nova mãe se liberta aceleradamente das amarras da dependência econômica do marido, de tradições que impediam seu crescimento pessoal. Junto com esse avanço vieram às crises e culpas por não darem atenção plena aos filhos numa anacrônica comparação com o passado vivido pela geração de seus pais.
Sem dúvida, é muito complexo o papel da mãe dos nossos tempos. Mas a influência psicológica e a relação com os filhos ainda são fatores fundamentais que moldam o caráter dos nossos jovens.
À nova mãe, nossa saudação, porque, independente de época, independente das nossas neuroses, sua presença sempre fará parte da beleza, das surpresas e das emoções que a vida reserva a todos nós.
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