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1º de maio: luta histórica pela redução da jornada de trabalho
30/04/2008
As grandes manifestações operárias em Chicago, nos Estados Unidos, em 1° de maio de 1886, por melhores salários e condições de trabalho e, principalmente, redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias são a origem do Dia do Trabalhador comemorado em todo mundo nos dias de hoje.
A luta dos trabalhadores americanos iniciada no dia 1º de maio foi brutalmente reprimida no dia 3, provocando a morte de seis operários e desencadeando uma greve geral no país. No dia 4, as ações dos trabalhadores cresceram de intensidade e a violência policial se tornou mais forte com centenas de mortos e presos.
Resultado final dos embates: quatros trabalhadores condenados e executados pelos tribunais americanos em 11 de novembro daquele ano.
Mas a truculência policial a serviço da intransigência e lucro desmedidos dos patrões não intimidou a classe trabalhadora. A luta continuou em outros países. Em 1891, em Bruxelas, no 2º Congresso da Segunda Internacional, foi aprovada resolução histórica estabelecendo o 1° de maio como data internacional dos trabalhadores. Essa decisão foi decisiva para que a organização sindical crescesse e se ampliasse a luta pela redução da jornada de trabalho.
Em 23 de abril de 1919, o Senado francês aprovou a jornada de 8 horas de trabalho. Com o reconhecimento dessa conquista trabalhista por um país influente e importante como a França, a luta ganhou impulso mundialmente.
No Brasil, um dos primeiros registros que se tem notícia das manifestações dos trabalhadores brasileiros foi em Santos, São Paulo, em 1895.
Passados 122 anos daquele 1º de maio que entrou para a história da classe operária mundial, novamente a questão da jornada de trabalho, entre outras reivindicações, volta ao centro das lutas sindicais. A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais é a bandeira que as centrais sindicais brasileiras vão discutir durante os atos que marcarão a data em todo o país.
O SATED-RJ apóia essa luta e se mobiliza para que mais uma conquista seja incorporada aos direitos dos trabalhadores brasileiros.
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