Tiradentes não é apenas mais um feriado
21/04/2008

Há 216 anos, num sábado do dia 21 de abril de 1792, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi enforcado e esquartejado no Rio de Janeiro pelo governo colonial por se insurgir contra os desmandos da coroa portuguesa e por lutar pela independência da província de Minas Gerais.

O motivo do movimento que provocou a morte de Tiradentes: a derrama, cobrança forçada de impostos atrasados, mesmo que preciso fosse confiscar o dinheiro e os bens dos devedores.

Considerado hoje herói nacional, a trajetória de Tiradentes foi escondida durante o período imperial de D.Pedro I e D.Pedro II, neto e bisneto de D, Maria I, que assinou a sua sentença de morte. Tiradentes teve resgatada sua história com a Independência do Brasil, a conseqüente queda da monarquia e a instalação da República. Tornou-se o símbolo do novo regime político.

A cada comemoração do Dia de Tiradentes vem à memória os tempos do saque das riquezas brasileiras e a situação de miséria que passava o povo para sustentar a metrópole portuguesa. Nos dias de hoje, em pleno século 21, o Brasil e os países do terceiro mundo vivem uma “colonização” em outros moldes, disfarçada com o pomposo nome de globalização.

É hora, portanto, do Dia de Tiradentes ser tratado como mais consciência. Deixar de ser visto como a oportunidade para a tal esticada do feriadão. Não dá para esquecer que historicamente grande parcela da população do Brasil sobrevive às duras penas com a corda no pescoço, fruto do arrocho salarial e descaso de governos elitistas.