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GIMBA, de Guarnieri, dá continuidade ao Ciclo de Leituras
27/11/2007
Gimba, o presidente dos valentes, de Gianfrancesco Guarnieri, é a peça que dá continuidade ao Ciclo de Leituras Dramáticas Refletindo Palmares, nesta segunda-feira, 3, às 19h, no Clube de Engenharia, na Av. Rio Branco, 124, 22º andar. O Ciclo é organizado pelo SATED-RJ e o Centro Cultural Dercy Gonçalves em parceria com o Clube de Engenharia e patrocinado pela Fundação Cultural Palmares.
O Ciclo Refletindo Palmares propõe uma discussão sobre a problemática do negro na sociedade brasileira. Com o Ciclo, as entidades querem também prestar um tributo a André Rebouças, engenheiro negro que deu grande contribuição para a arquitetura brasileira durante o Império e a luta em prol da Abolição. Direção:
Paulo Marcos de Carvalho
Elenco:
Mauricio Gonçalves (Gimba)
Dani Ornellas (Guiô)
Maria Ceiça (Chica Maluca)
Hugo Gross (Carlão)
José Araújo (Negrão e Damasco)
Júnior Vieira (Tico)
Thaissa Carvalho (Amélia)
Fábio Andrade (Gabiró e Angelo)
Nilson Júnior (Malandro1, Policial1, Mãozinha)
Fábio Duarte (Malandro2, Reporter, Policial2)
Marcel Candido (Malandro3, Policial3 e Santana)
Marcello Panazio (Rui e Médico)
Bruna Carolina
GIMBA, o presidente dos valentes – Sinopse
È a história simples de um homem simples. Vindo de um passado triste e premido pela exaustão decide-se pela solução do seu conflito ético, de sorte que não mais deseja a classificação de perigoso facínora. Encontra um lugar edênico e para lá quer levar a sua mulata.
A peça trata da observação desse movimento à luz de uma relação evolutivo - involutiva, pois contra a esperança de Gimba existem tendências antagônicas: o grave perigo de um rival enciumado, o imponderável e a sempre desagradável organização policial.
Quando as coisas começam a piorar, fica claro que as definições que os jornais deram ao herói não convém: ele é um rapaz cansado. Sua mulher / namorada precisará animá-lo, e o faz com tal habilidade que ele consegue ainda reunir o restinho de forças que possui. Mas o mecanismo já estava armado e vem a desilusão.“Quando o homem vislumbra a verdade, sobrevém a noite o infortúnio”, diz Bertolt Brechet através de Galileo Galilei, - e isto serve para Gimba. Ele deixa a legenda, a mulata e a navalha, que será empalmada por Tico, cuja personalidade em plasmação não consegue resistir à morte de seu ídolo. O menino Tico continuará o drama de Gimba – e também provavelmente terminará morto numa favela: numa das muitas favelas que existem no Rio de Janeiro.
Gimba é um bandido querido, pois representa o arrivismo de um grupo humano contrário aos que os lançaram na miséria; quando Guio afirma que não se pode desistir de viver, pois é a única coisa que se possui, ela sintetiza toda uma condição.
Flávio Rangel (para a Revista da SBAT- jan/1959)
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